Dia 11 – Recomeçar

Recomeçar a trabalhar é sempre dificil. Hoje comecei pelos bolgs do Dia HD2013 e pelo email… encontro sempre boas desculpas no digital para não trabalhar!

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Obrigo-me a começar… abro o zotero.

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Estou a usar o Zotero como base de toda a minha informação e também para partilhar ficheiros e bibliografia com algumas pessoas com quem vou trabalhando.

O meu trabalho é sobre Mobilidades nas Obras Públicas do antigo Oriente Português no longo século XIX (www.buildingtheportugueseempire.org). A mobilidades das pessoas é a mais óbvia e foi por ai que comecei, trabalhando sobre as suas biografias.

É no Zotero que estou a organizar as biografias. Estou a usar os campos das etiquetas e das ligações para relacionar todos os elementos do trabalho. Pessoas, locais, materiais, edifícios, bibliografia, etc. As fontes são principalmente  processos individuais que existem em diversos arquivos. Depende do percurso de cada um. Procuro saber: onde nasceram, onde estudaram, com quem trabalharam e aonde e o que fizeram. Como não vivo em Lisboa (onde estão os arquivos todos que eu uso) quando me é permitido fotografo os documentos para depois trabalhar. A fotografia digital permite ler coisas que no documento real às vezes não se consegue ler. Mas também acontece ao contrário. Mais uma vez é um trabalho entre o digital e o analógico.

Notas biográfica

Para tratar estes dados neste momento uso o Excel.

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Para os representar uso o desenho, manualmente… em digital. Um misto entre o Autocad e o Powerpoint.

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Sei que existem ferramentas mais eficazes para fazer este trabalho. Mas os dificuldades de acesso a elas, as curvas de aprendizagem, o longo trabalho sobre as fontes e a pressão para apresentar resultados, fazem com que se vá adiando a entrada no mundo do HD.

Dia 7 – Terminar um texto para umas actas

Os meus dias de trabalho começam e terminam quase sempre do mesmo modo: com o zotero.

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Antes do Zotero utilizei o Filemaker para fazer bases de dados: de bibliografia, de cartografia, de imagens, de tudo e mais alguma coisa. Durante o meu doutoramento “cruzei-me” com esta familia de programas: gestores de bibliografia, de citações e de tudo mais o que quisermos. O tempo, a quantidade de trabalho requerida para transitar de um sistema para outro fez com que  a utilização de tais sistemas fosse adiada.

Hoje pergunto-me: COMO CONSEGUI EU VIVER SEM O ZOTERO?

No Zotero cruza-se toda a minha informação, antes estava dispersa: bibliografia, fontes primárias, imagens, etc. e também os “actores” da minha investigação (engenheiros, edifícios, materiais de construção, etc.)

Uma das coisas que mais me tem espantado é que sempre que me sento com outro utilizador descobro modos de trabalhar e potencialidades diferentes. Talvez porque a maioria das pessoas que conheço aprendeu sozinho a utilização destas ferramentas. A troca de experiências com outros tem sido sempre cheia de boas dicas.

A seguir hoje abro o Word e o Power Point.

Estou a escrever o texto, sobre a evolução de algumas cidades do território goês no século XIX, para umas actas de um congresso ao mesmo tempo preparo a apresentação em PowerPoint. No PowerPoint já tenho as imagens chave que vou usar para construir a apresentação e o texto. Estou a re-utilizar material do meu doutoramento.

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Foi por não ter elementos gráficos de arquivo que decidi desenhar hipóteses de evolução dos núcleos urbanos. Estes desenhos foram realizados partindo das plantas mais rigorosas e actuais que conhecia. E, alguns casos acabei mesmo por utilizar para tirar dúvidas imagens do google earth. A esses desenhos foram retirados os elementos mais modernos, foi sobreposta a cartografia mais antiga que foi re-desenhada. Foi-se desenhando pelas descrições, pelas fotografias e pela lógica do desenho. O desenho é uma das minhas ferramentas de investigação ou não fosse a minha formação base a arquitectura. Os desenhos são hipóteses mas foram essenciais (os desenhos finais e o processo de chegar até lá) no objectivo de entender a evolução urbana das cidades.

Claro que este trabalho podia ter sifo feito à mão. Ou talvez não.

 O Autocad foi a ferramenta base para desenhar mas para eles contribuiram também programas de edição de imagem, plantas e fotografias em formato digital, etc. Sem a facilidade de edição, sobreposição de todo este material o resultado não teria sido o mesmo.

Também desenho no PowerPoint. A simplificação  do desenho, a obrigatoriedade do esquema leva por vezes a novos olhares.

No meu trabalho ando sempre entre o desenho e o texto. Entre o digital e o analógico.

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Só hoje percebi que dia 10 é segunda-feira.

Só hoje percebi que dia 10 é segunda-feira.

Primeiro, confesso, nem me lembrei que dia 10 era feriado. Mas é! E é segunda-feira.

No dia 10 vou estar num sito de onde só com dificuldade um email consigo mandar. Humanidades Digitais em Portugal só nos centros urbanos.

De preferência dia 10 não irei tocar no computador.

Por isso decidi partilhar, para além do dia 10,  o dia 7 e o dia 11. Porquê?

Porque, em principio, estarei a fazer tarefas diferentes.

Porque achei que iriam resumir bem um dos meus dia em versão digital.

Porque achei divertido fazer mesmo em forma de “diário”.

Porque espero que assim consiga contribuir com algo de produtivo para este dia em versão HD.