Dia 7 – Terminar um texto para umas actas

Os meus dias de trabalho começam e terminam quase sempre do mesmo modo: com o zotero.

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Antes do Zotero utilizei o Filemaker para fazer bases de dados: de bibliografia, de cartografia, de imagens, de tudo e mais alguma coisa. Durante o meu doutoramento “cruzei-me” com esta familia de programas: gestores de bibliografia, de citações e de tudo mais o que quisermos. O tempo, a quantidade de trabalho requerida para transitar de um sistema para outro fez com que  a utilização de tais sistemas fosse adiada.

Hoje pergunto-me: COMO CONSEGUI EU VIVER SEM O ZOTERO?

No Zotero cruza-se toda a minha informação, antes estava dispersa: bibliografia, fontes primárias, imagens, etc. e também os “actores” da minha investigação (engenheiros, edifícios, materiais de construção, etc.)

Uma das coisas que mais me tem espantado é que sempre que me sento com outro utilizador descobro modos de trabalhar e potencialidades diferentes. Talvez porque a maioria das pessoas que conheço aprendeu sozinho a utilização destas ferramentas. A troca de experiências com outros tem sido sempre cheia de boas dicas.

A seguir hoje abro o Word e o Power Point.

Estou a escrever o texto, sobre a evolução de algumas cidades do território goês no século XIX, para umas actas de um congresso ao mesmo tempo preparo a apresentação em PowerPoint. No PowerPoint já tenho as imagens chave que vou usar para construir a apresentação e o texto. Estou a re-utilizar material do meu doutoramento.

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Foi por não ter elementos gráficos de arquivo que decidi desenhar hipóteses de evolução dos núcleos urbanos. Estes desenhos foram realizados partindo das plantas mais rigorosas e actuais que conhecia. E, alguns casos acabei mesmo por utilizar para tirar dúvidas imagens do google earth. A esses desenhos foram retirados os elementos mais modernos, foi sobreposta a cartografia mais antiga que foi re-desenhada. Foi-se desenhando pelas descrições, pelas fotografias e pela lógica do desenho. O desenho é uma das minhas ferramentas de investigação ou não fosse a minha formação base a arquitectura. Os desenhos são hipóteses mas foram essenciais (os desenhos finais e o processo de chegar até lá) no objectivo de entender a evolução urbana das cidades.

Claro que este trabalho podia ter sifo feito à mão. Ou talvez não.

 O Autocad foi a ferramenta base para desenhar mas para eles contribuiram também programas de edição de imagem, plantas e fotografias em formato digital, etc. Sem a facilidade de edição, sobreposição de todo este material o resultado não teria sido o mesmo.

Também desenho no PowerPoint. A simplificação  do desenho, a obrigatoriedade do esquema leva por vezes a novos olhares.

No meu trabalho ando sempre entre o desenho e o texto. Entre o digital e o analógico.

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