As Humanidades fazem História

Sigo uma paixão de décadas e cada dia é vivido com a mesma intensidade do primeiro. Tenho a vantagem e a felicidade de seguir a minha vocação: História.

Nada me faz mais feliz do que a possibilidade de contribuir para uma melhor compreensão destas coisas do passado. Constitui um generoso desafio, nunca dado por terminado – parece inesgotável na sua (re)descoberta.

Graças às novas ferramentas que a tecnologia e a informática nos têm proporcionado, o investigador tem boas razões para rever a História, nas suas múltiplas dimensões, com uma facilidade que gerações anteriores certamente invejarão: as distâncias diminuem-se, as estratégias na organização, inventariação e relação de dados tornam-se bem mais simples, quase intuitivas.

Com o pós-doutoramento que agora me encontro a desenvolver, o gosto pela língua portuguesa e a curiosidade histórica andam a par.

No projeto Post Scriptum, a análise de cartas particulares produzidas no período da Idade Moderna (grosso modo, de 1500 a 1834) segue um longo caminho. Trata-se de um trabalho multidisciplinar, o que, por si só, já é particularmente enriquecedor. Valemo-nos de uma constante comunicação (presencial ou online) e da realização partilhada de documentos de trabalho – o google docs, neste sentido, tem sido uma enorme ajuda, por forma a que saibamos, ao minuto, o que está a ser desenvolvido, por quem e em que estado se encontra.

OXYGEN etc

Eis alguns frutos do nosso trabalho :http://alfclul.clul.ul.pt/cards-fly/

Esta plataforma ganhará ainda novos contornos na forma como se torna pública. Pretende-se que traga à luz do dia testemunhos inéditos de atores que a historiografia tem relegado para segundo plano, mas cuja espontaneidade de registo muito têm a revelar.

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