quando a História e a Linguística unem as mãos

Passo os meus dias diante da tela de um computador e, nem mesmo assim, me sinto menos aventureira. Geralmente, não estou nada mal acompanhada e ocupo-me com o que mais me dá prazer: lidar com manuscritos. A minha missão é conseguir identificar o maior número possível de cartas particulares dos séculos XVI a XIX. Esta demanda é partilhada com os meus colegas de projeto (uma equipa fantástica, by the way!).

Apesar da minha afinidade com os estudos centrados na língua portuguesa – uma área que me é particularmente cara, em particular no concernente à didática numa perspetiva diacrónica ou até mesmo sincrónica – o meu labor é especificamente orientado para as questões de ordem histórica.

Digitarq

Não constitui tarefa fácil – nada como um bom desafio para animar os dias! – e requer boas doses de criatividade na própria identificação de fundos e arquivos potencialmente relevantes. Dada a natureza e dimensão deste projeto, o qual se ocupa, essencialmente, de documentação remanescente em arquivos judiciais portugueses e espanhóis, a produtividade dos fundos tem sido um fator central, bem como a natureza das cartas.

Pode-se dizer que é uma prova de grande tenacidade, mas não há nada que pague aquele momento em que todo o esforço é premiado com mais um bom achado.

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